18 de novembro de 2011


O DIA NASCEU TRANQUILO

O lho em volta uma melodia me apazigua

D istraio os meus pensamentos em imagens
I ntensas que me alegram a alma
A tónita por me sentir assim

N avego em tantas lembranças
A s mais puras e belas
S into saudades das que não voltam
C resce o desejo de abraçar outras
E stou calma
U ma paz me aconchega

T enho a sacola
R ecordo a viola
A legra-me a alma
N este descanso sereno
Q uietude melódica 
U m manto amigo me cobre
I nvisível porque é celestial
L indo dia coberto de cravos
O meu corpo flutua até a mais bela flor.

14/11/2011, Diana Barbosa

7 de novembro de 2011

Vamos falar da outra face da vida?
O André Alexandre lá vai crescendo e o Diogo fez ontem um ano. Já...
De onde virá o próximo?
Obrigada, Susa, por ensinares a esta tia "velhota" a mexer nestas coisas. Ser analfabeto do que quer que seja é mau. Mas como soms muitos, temos sempre a possibilidade de aprender com quem sabe. Que bom pertencer a uma família com várias gerações em contacto.
Conceição Almeida

24 de outubro de 2011


Desabafo

Pouco tempo estive contigo…
Tanto que eu perdi…
Raios! Vida estúpida que nos absorve!
Eu, que sempre te admirei!
Eu, que acho ter a tua “maluqueira”…
E agora? A força? A coragem, para lidar com a morte!
Morte que falávamos abertamente,
Morte que não nos metia medo,
Morte vista como vida.
E agora!
Como lido eu com a tua partida inesperada?
Não sei dizer o que sinto, o que penso de tanto que me vai na alma
E tu?
Grande Mãe, Grande Esposa, Grande Avó, Grande Tia, Grande Irmã, Grande Amiga
GRANDE MULHER!
Como podes continuar a ser Grande na doença… na partida…
Encaras a morte de frente…
Só um senão…não agora, não desta maneira!
Não! Não mereces, tu não!
Porque é tudo tão injusto?
Eu queria…
Até amanhã

12/10/2011, Diana Barbosa






16 de outubro de 2011

Para a Lena


TEMPO FINAL


Era aquele tempo de sonhos lindos
em margens de água
e sol florido
de voz em riste esperando maio
palmas erguidas de ramo em ramo
a festa rubra que Abril nos deu.

Foi nesse tempo de sonhos lindos
papoilas cravos
de peito aberto
à aragem pura madrugada ingénua
que renasceste principezinha
no verde pé de laranja lima.

É neste tempo de sonhos mortos
que te preparas
– que nos preparas –
p’ra novo tempo sem ti nem sonhos
Camões levava consigo a pátria
abril contigo vai.

Sem pátria
sem abril
sem ti

que tempo ruim! Adiados sonhos.

Tolis
13/10/2011

19 de setembro de 2011

Para ler...

PARA LER NO DIA 17 DE SETEMBRO, PELA MANHÃ

Um encontro, como este, convocado sem razão aparente, como aparentes são as razões do coração, evoca-me retalhos imensos, misturados, alguns mal cozidos e outros bem bordados.

Uma casa de granito, com lençois frios e uma água gelada que não desfaz o sabão, camas cheias de meninos e tios por toda a parte.

Histórias sem lareira mas com uma televisão a preto e branco fazendo ruido enquanto se espera um novo Ano.

Histórias antigas, de tempos de menos coisas e muitos irmãos que se arranjavam para não perder o tempo nem o Verão, ou o Natal.

Discussões e gritos, sempre muitas discussões, de quem aprendeu que são tempos para tomar partido porque os tempos são outros e é preciso acreditar.

Canções, canções com letras que desde a razão querem chegar ao coração, ou será ao contrário.

Um rio sem barragem, com pedras para saltar, nadar à outra margem, explorar-lo...como quem lê um livro.

Parece tão díficil ver cada UM sem ver o conjunto de TODOS.


Mas...


a distância, como hoje, parece dizer que o tempo é limitado. Como dizer que não existe teletransporte.

Há pessoas unidas por fios indeléveis, como teias de aranha, frágeis e resistentes. Estão aí, unindo-las com uma energia cósmica, holística, de um todo universal. Pessoas que passam a vida desejando a presença umas das outras, mas sabendo-se sempre próximas por algo que flui entre elas, sem que o procurem, como fazendo parte da sua propia identidade. São aqueles com quem nos sentamos sem dizer nada e muitas vezes, quando não estão, imaginamos conversas infinitas.

Às vezes, ficas com a sensação que não sabes nada delas. Que fazem? Que pensam? Como estão?

Outras vezes, pensas que não necessitas saber.


Mas hà dias que lamentas teres deixado que a distância te roubasse tempo.



6 de agosto de 2011

Venha mais um!!!

 eram 8 irmãos
que se casaram, e...
 fizeram 21 primos... (18 na foto)
 mas... os primos duplicaram-se???!!!
não! estão sempre a aparecer mais, e mais... !!!