Blog restrito aos membros da Família «Mota Barbosa». Para partilharmos os bons e os maus momentos de cada um ao longo da vida!
18 de novembro de 2011
7 de novembro de 2011
O André Alexandre lá vai crescendo e o Diogo fez ontem um ano. Já...
De onde virá o próximo?
Obrigada, Susa, por ensinares a esta tia "velhota" a mexer nestas coisas. Ser analfabeto do que quer que seja é mau. Mas como soms muitos, temos sempre a possibilidade de aprender com quem sabe. Que bom pertencer a uma família com várias gerações em contacto.
Conceição Almeida
24 de outubro de 2011
16 de outubro de 2011
Para a Lena
TEMPO FINAL
Era aquele tempo de sonhos lindos
em margens de água
e sol florido
de voz em riste esperando maio
palmas erguidas de ramo em ramo
a festa rubra que Abril nos deu.
Foi nesse tempo de sonhos lindos
papoilas cravos
de peito aberto
à aragem pura madrugada ingénua
que renasceste principezinha
no verde pé de laranja lima.
É neste tempo de sonhos mortos
que te preparas
– que nos preparas –
p’ra novo tempo sem ti nem sonhos
Camões levava consigo a pátria
abril contigo vai.
Sem pátria
sem abril
sem ti
que tempo ruim! Adiados sonhos.
Tolis
13/10/2011
19 de setembro de 2011
Para ler...
PARA LER NO DIA 17 DE SETEMBRO, PELA MANHÃ
Um encontro, como este, convocado sem razão aparente, como aparentes são as razões do coração, evoca-me retalhos imensos, misturados, alguns mal cozidos e outros bem bordados.
Uma casa de granito, com lençois frios e uma água gelada que não desfaz o sabão, camas cheias de meninos e tios por toda a parte.
Histórias sem lareira mas com uma televisão a preto e branco fazendo ruido enquanto se espera um novo Ano.
Histórias antigas, de tempos de menos coisas e muitos irmãos que se arranjavam para não perder o tempo nem o Verão, ou o Natal.
Discussões e gritos, sempre muitas discussões, de quem aprendeu que são tempos para tomar partido porque os tempos são outros e é preciso acreditar.
Canções, canções com letras que desde a razão querem chegar ao coração, ou será ao contrário.
Um rio sem barragem, com pedras para saltar, nadar à outra margem, explorar-lo...como quem lê um livro.
Parece tão díficil ver cada UM sem ver o conjunto de TODOS.
Mas...
a distância, como hoje, parece dizer que o tempo é limitado. Como dizer que não existe teletransporte.
Há pessoas unidas por fios indeléveis, como teias de aranha, frágeis e resistentes. Estão aí, unindo-las com uma energia cósmica, holística, de um todo universal. Pessoas que passam a vida desejando a presença umas das outras, mas sabendo-se sempre próximas por algo que flui entre elas, sem que o procurem, como fazendo parte da sua propia identidade. São aqueles com quem nos sentamos sem dizer nada e muitas vezes, quando não estão, imaginamos conversas infinitas.
Às vezes, ficas com a sensação que não sabes nada delas. Que fazem? Que pensam? Como estão?
Outras vezes, pensas que não necessitas saber.
Mas hà dias que lamentas teres deixado que a distância te roubasse tempo.
